Quem faz votos de mudança<br>apoia Francisco Lopes
A pouco mais de duas semanas da ida às urnas, a candidatura Patriótica e de Esquerda cresce e afirma-se como a única alternativa para a grave situação que o País enfrenta. É uma dinâmica que se expressa, também, na ampliação dos apoios recebidos. Nas empresas e locais de trabalho, por área profissional como em todos os distritos, constituem-se Comissões de Apoio com milhares de pessoas que, em luta pela ruptura e a mudança, estão empenhadas em esclarecer os eleitores e mobilizar para o voto em Francisco Lopes.
Comissões de apoio em várias empresas e sectores
Trabalhadores exigem ruptura e mudança
As eleições para a Presidência da República são já no dia 23 de Janeiro. O PCP apresentou, em 2010, uma candidatura comprometida com as aspirações dos trabalhadores, que acreditam que só Francisco Lopes dá resposta às suas preocupações e está activamente na luta contra o roubo dos salários posto em marcha pelo grande capital financeiro, pela mão do PS, do PSD e do CDS-PP.
«Nenhuma outra candidatura se posicionou sem ambiguidades pela necessidade de derrota do Orçamento do Estado», declara a Comissão de Apoio na Carris à candidatura de Francisco Lopes à Presidência da República, que promete continuar a luta contra as privatizações no sector dos transportes e contra o plano de redução de despesas da empresa.
Também nas Rodoviárias de Passageiros de Lisboa está constituída uma comissão de apoio ao candidato do PCP, que não está comprometido com as políticas de direita, que assegura uma ruptura tão necessária quanto essencial aos interesses nacionais. «Portugal, os trabalhadores e o povo português não estão condenados. O caminho é a luta e a resistência. Uma luta e resistência que passará, também, pelas eleições presidenciais», salienta esta Comissão.
Mudar de rumo
No Sector Ferroviário as preocupações são igualmente muitas e passam, por exemplo, pelo receio da privatização de sectores lucrativos da CP, da EMEF e da CP Carga, «num processo comandado pelo imperialismo alemão que está a construir um monopólio europeu nos transportes». «O Governo está já a preparar novos pacotes de redução de circulação e serviços à população, de redução de trabalhadores, de redução de direitos pela revisão do Código de Trabalho», adverte a Comissão de Apoio a Francisco Lopes constituída no Sector Ferroviário de Lisboa, justificando a sua opção.
Os apoios à candidatura comunista estendem-se aos taxistas, porque «Portugal precisa de mudar de rumo». Estes profissionais contestam o aumento do IVA e do IRS, a redução das prestações sociais e o aumento das taxas de acesso à saúde, à educação e à justiça. Estão ainda contra o Pagamento Espacial por Conta, que impõem acrescidas dificuldades no sector, pelo que se impõe uma política diferente, também na Presidência da República.
Entre muitos outros locais de trabalho onde existem comissões de apoio, destaque para o Metro e o Aeroporto de Lisboa, em que houve uma extraordinária adesão à greve geral de 24 de Novembro, num importante contributo para aquela grandiosa jornada de luta contra a política de direita seguida pelos sucessivos governos.
«É preciso colocar Portugal a produzir, dinamizar o aparelho produtivo nacional e impor o interesse nacional aos ditames da Europa e à acção predatória de meia dúzia de grandes capitalistas nacionais», sublinha a Comissão de Apoio no Aeroporto de Lisboa.
Resistir e lutar
Por todo o País multiplicam-se os apoios à candidatura de Francisco Lopes. Só no distrito do Porto foram constituídas comissões nos concelhos da Maia, Gondomar, Região do Vale do Sousa e Baixo Tâmega, Paredes e Porto.
Estão ainda a circular vários abaixo-assinados a nível nacional promovidos pelos professores, profissionais da saúde e economistas, que vêem no candidato do PCP a única possibilidade de fazer cumprir a Constituição da República Portuguesa, e nele confiam porque não se submete à ditadura dos mercados e que, por Portugal, por Abril, pelo Socialismo, promete continuar a resistir e a lutar pela mudança de rumo que os trabalhadores e o País exigem (ver também em http://www.franciscolopes.pt/apoiantes).
1 - Ana Abel, directora do Hospital de N.ª Sr.ª do Rosário, Barreiro
2 - António Moreira, coordenador da União de Sindicatos de Coimbra
3 - António Carmo, artista plástico
4 - António Fernando, pintor
5 - Arlindo Fagundes, ilustrador
6 - Domingos Tavares, arquitecto
7 - Fernando Oliveira Baptista, ex-ministro da Agricultura e professor catedrático do Instituto Superior de Agronomia
8 - Fernando Morais, membro do Conselho Nacional da CGTP-IN
9 - João Henrique Cabral, cientista
10 - Joaquim Costa, dirigente do SITE
11 - José Calixto, director de cena do Teatro Municipal S. Luís
12 - José Correia, coordenador regional de Évora do STAL
13 - José Luís Costa, assessor de comunicação
14 - José Subtil, vice-presidente da Associação Nacional dos Deficientes Sinistrados no Trabalho
15 - José Reina, advogado
16 - Márcia Oliveira, advogada
17 - Mário Pádua, médico
18 - Merlinde Madureira, médica
19 - Sebastião Santana, técnico de cardiopneumologia
20 - Silva Santos, médico
21 - Silvestre Lacerda, director do arquivo da Torre do Tombo
22 - José Oliveira, caricaturista
Carlos Vidal
Professor da Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa
Ao ser questionado, num recente debate televisivo, sobre o que ofereceria aos portugueses de diferente em relação aos outros candidatos à Presidência da República, Francisco Lopes respondeu: a palavra. Declaração que, conhecendo o seu percurso político, tem dois sentidos: uma palavra crítica em relação à cartilha liberal e às políticas deste Governo servil aos interesses do grande capital, que impõe leis laborais inaceitáveis e o desmembramento das políticas sociais; e uma palavra como acto de dignidade, honra e cumprimento de promessas. Portanto, a clareza; não afirma Francisco Lopes representar os jovens e o mundo do trabalho em vão, porque é o único candidato que diz, inequivocamente, o que não representa: nem os poderosos interesses económicos nem a destruição do tecido produtivo nacional encetada pelo PS e continuada por Cavaco Silva.